Atualmente a dengue é uma doença que aterroriza a população brasileira de todas as idades e classes sociais, pois o número de casos notificados pela Fundação Nacional da Saúde- FUNASA aumentou significativamente de 1999 a 2002.
Em 2000, o número de casos de dengue registrados(239.870), aumentou cerca de 14% em relação ao ano anterior(209.668), em 2001 foram registrados 74% a mais de pessoas contaminadas(428.116), e em 2002 esse número cresceu assustadoramente(788.5 74), atingindo índices na ordem de 84%.
Entretanto, as últimas estatísticas da FUNASA revelam uma redução significativa, na ordem de 76% no número de casos de dengue registrados nos dois primeiros meses deste ano, em comparação ao mesmo período de 2002.
Atualmente, o Aedes aegypti está presente em cerca de 3.600 municípios brasileiros, representando 65%, do total de 5.579.
A dengue é uma doença febril aguda. A pessoa pode adoecer quando o vírus da dengue penetra no organismo, pela picada de mosquitos infectados (mais comumente o Aedes aegypti).
O vírus da dengue possui um ciclo que envolve o homem e o Aedes aegyti, que é o principal vetor dessa doença. O período de incubação varia de 3 a 15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias. Os sintomas mais comuns são febre, dores no corpo, principalmente nas articulações, e dor de cabeça.
Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo e, em alguns casos, sangramento, mais comuns nas gengivas.
É um sério problema de saúde pública em todo o mundo, especialmente nos países tropicais como o nosso, onde as condições do meio ambiente, aliado a características urbanas, favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito transmissor.
O Aedes aegypiti, possui hábitos diurnos e a sua adaptação ao meio urbano vem contribuindo fortemente para a expansão da dengue.
Sua origem é africana, seu ancestral possivelmente reproduzia-se em poças de água deixadas por chuvas recentes. Com a urbanização, o mosquito adaptou-se à vida urbana.
Assim, afastando-se de locais de reprodução natural, ele passou a deixar seus ovos em locais de acúmulo de água parada, como: pneus velhos, água em vasos, latas, garrafas, plantas (como as bromélias), o que ampliou o período de transmissão.
As epidemias ocorrem principalmente no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.

Uma pessoa não transmite dengue diretamente para outra, para que isto ocorra, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus ter se multiplicado, pique uma outra que ainda não teve a doença.
O combate à doença, deve ser feito combatendo-se o mosquito.
Portanto, é preciso identificar objetos que possam se transformar em criadouros do Aedes aegypti.
A melhor e mais eficaz medida de proteção é a profilaxia que cada um faz na sua região de moradia ou de trabalho, procurando eliminar os pontos que contenham água parada, mais ou menos limpa, pois a fêmea do mosquito poderá depositar os ovos nestes locais.
Cerca de 90% dos locais de incidentes dos criadouros são vasos e 10% são latas, copos descartáveis, caixas d'agua, pneus, calhas.
É importante ressaltar a necessidade de sempre após retirar a água se ter o cuidado de lavar bem os locais, passando uma bucha para eliminar os ovos, que ficam colados nas paredes dos recipientes, bem próximo da água.
Os ovos ficam aderidos, e não morrem mesmo que o recipiente fique seco.
Foi constatado que os ovos sobrevivem por até dois anos sem contato com a água, esperando uma condição favorável para eclodirem e continuarem o ciclo de vida.
Outra forma de combate é eliminar o mosquito adulto, e para reduzir esta população, é feita a aplicação de inseticida através de "fumacê", que deve ser empregado somente quando está ocorrendo epidemia.
O fumacê não acaba com os criadouros e precisa ser repetido. Desse modo deve ser considerado como um recurso extremo, porque é utilizado num momento de alta infestação do mosquito, quando as ações preventivas de combate à dengue falharam ou não foram adotadas.
Somos todos nós! Entretanto, a responsabilidade pela execução das ações de combate químico à dengue é dos governos municipais, complementadas pelos governos estaduais.
O governo federal normatiza ações e envia recursos e meios para que os governos estaduais e municipais exerçam suas responsabilidades.
O Ministério da Saúde, juntamente com as secretarias estaduais e municipais da saúde, lançou em julho de 2002, o Programa Nacional de Controle da Dengue, que prevê recursos da ordem de R$ 1 billhão por ano, para as ações de combate à endemia, o que representa cerca de R$2,7 milhões por dia.
O principal objetivo é fazer prevenção, para reduzir ao máximo, o número de casos no país.
Dando ênfase à promoção de ações de mobilização social para produzir mudanças no comportamento da população, buscando maior envolvimento das pessoas para eliminar os focos dos mosquitos.
Finalmente, ressaltamos que, apesar de ter sido constatada, nos primeiros meses do ano, uma considerável redução no número de casos de dengue em 2003, não podemos descuidar deixando de agir preventivamente.
Mais importante do que a ação governamental, é a iniciativa individual, ou seja tratarmos com responsabilidade e consciência so papel social no combate à dengue.
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